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sexta-feira, 18 de abril de 2025
Não vamos tornar o “boato” em fato consumado!
Alunos e
servidores lotam o auditório para cobrar explicações ao superintendente da EBSERH no HUGG: não
vamos tornar o “boato” em fato consumado!
2ª Audiência Pública, oficialmente da atual gestão entreguista da Reitoria, mas que foi instrumentalizada pelos trabalhadores para garantir que a dita “fusão” fosse abordada.
https://www.youtube.com/watch?v=KoP6EqwHxi0
(Obs: o vídeo começa em 27min e 12s. Transmitido ao vivo em 24 de outubro de 2024.)
Patrimônio a defender e preservar, não uma "coisa velha".
Podemos saber um pouco da história do HUGG na “PARTE 2: HOSPITAIS E HISTÓRIA”, no texto de Gisele Sanglard, intitulado “O Hospital Gaffrée e Guinle: filantropia, saúde e os ecos do pasteurianismo no Brasil da Primeira República”, In: Amora, Ana & da Gama Rosa Costa, Renato & Galeno, Claudio & Alecrim, Laura. (2022). A modernidade na arquitetura hospitalar: contribuições para sua historiografia. p. 122.
Neste belo estudo, podemos saber que (p. 136-138):
“A Fundação Gaffrée e Guinle foi
inaugurada em 20 de agosto de 1923, por iniciativa de Guilherme Guinle e com o
objetivo de perpetuar a memória de Eduardo Palassin Guinle e Cândido Gaffrée.
Sua missão era possibilitar a política de combate e controle da sífilis e das
doenças venéreas proposta por Eduardo Rabello. Esta política era baseada
principalmente na educação e propaganda higiênicas e no tratamento de doentes
em dispensários e/ou hospitais especializados.
(...)
“Caberia à Fundação Gaffrée e Guinle
construir um hospital e ambulatórios para o tratamento, diagnóstico e
profilaxia da sífilis, em terrenos adquiridos para este fim pela família
Guinle. Todo esse patrimônio deveria ser repassado, posteriormente, para a Fundação.
O aparelhamento e a manutenção do hospital, assim como a instalação dos
ambulatórios, correriam a expensas do governo federal. O hospital recebeu a
designação de Hospital Gaffrée e Guinle, que jamais poderia ser mudada. Ficou
acordado em doze o número de ambulatórios a serem construídos pela Fundação,
dos quais quatro ficariam subordinados às seguintes instituições de saúde:
Santa Casa da Misericórdia, Instituto de Proteção e Assistência à Infância,
Maternidade de Laranjeiras e Hospital Nossa Senhora das Dores. Um quinto
ambulatório foi instalado nas dependências da Casa da Moeda.”
(...)
O projeto do hospital, elaborado para internar 320 pessoas, contava com um prédio principal de quatro pavimentos (o quarto andar era destinado ao solarium), onde localizavamse os diversos serviços e um ambulatório. Nele funcionavam os Serviços de Pronto-Socorro, de Vias Urinárias, de Ginecologia, de Obstetrícia, os Serviços Auxiliares ao Ambulatório do Hospital (laboratório, fisioterapia e raios X), de Sífilis Visceral, de Otorrinolaringologia e Oftalmologia, as salas de cirurgia e o Serviço de Mulheres Contagiantes. No mesmo prédio estavam instaladas as Superintendências dos Serviços Administrativos, dos Serviços de Estatística e de Enfermagem, da Renda da instituição e dos Serviços Sanitários, bem como o anfiteatro, a rouparia, o salão de honra, a biblioteca e o museu. No campus foram projetados pavilhões especiais para abrigar o Instituto de Pesquisa, o Biotério, a capela consagrada à Nossa Senhora da Conceição do Brasil, a residência do diretor, as oficinas de conservação, o dormitório dos empregados e a lavanderia. Do ponto de vista arquitetônico, o projeto do Hospital Gaffrée e Guinle foi considerado como um hospital moderno por uma série de características, que não necessariamente podem ser atribuídas a Porto d’Ave – podendo ser a permanência do projeto original de Hugo Haering. A saber: a disposição das enfermarias, sua implantação no centro urbano, o uso dos elevadores, entre outras características (SANGLARD, 2008; COSTA; SANGLARD, 2004). A opção pelo estilo neo-colonial também pode ser incluída neste rol, uma vez que remete à valorização do elemento genuinamente nacional, bem como à noção de salvação do homem brasileiro, tão necessária para a construção da nação acalentada pelos intelectuais envolvidos no projeto (SANGLARD, 2008).
Crédito da foto: Hospital Gaffrée e Guinle, finalização das obras da fachada voltada para a rua dos Trapicheiros. Arquiteto Porto d’Ave. Foto divulgação [Coleção Porto d´Ave. Acervo Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz] (https://vitruvius.com.br/media/images/magazines/grid_9/49898f2905b0_hospital02.jpg)
(crédito: SANGLARD, G.; COSTA, R. da G. R. Direções e traçados da assistência hospitalar no Rio de Janeiro 1923-1931. História, Ciência, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, V. 11, no . 1, p. 107-141, jan./ abr. 2004.)
Unidos, venceremos!
No mundo atual, a luta em defesa do dirteito à saúde de todo o povo é como uma guerra: ela deve ser travada e vencida pelo próprio povo.
Não seremos os algozes dos servidores do HFSE!
Aceitar que a nossa universidade,
UNIRIO, haja como testa-de-ferro e siga chancelando a entrega do Hospital
Federal dos Servidores do Estado (HFSE) à empresa EBSERH como se fosse uma
fusão com HUGG, é se colocar como algoz dos trabalhadores daquele hospital!
Eles já se manifestaram que são
terminantemente contra: organizaram um plebiscito, entre os dias 25 e 29
de novembro de 2024, quando 94,9% disseram um
firme “não!”. (veja
aqui: https://sindsprevrj.org/plebiscito-comprova-maioria-esmagadora-dos-servidores-do-hfse-rejeita-fusao-com-o-hospital-gaffree-e-guinle/)
Toda solidariedade aos trabalhadores do
HFSE!
Estamos juntos nessa luta em defesa da
saúde pública e do regime jurídico único!
Um nova batalha se inicia. Junte-se a nós!
Recordar é viver. O valor da palavra daqueles que executam as medidas anti-povo.
Assista
abaixo à 1ª audiência pública, ainda 20 de dezembro de 2023, exigida pelos
trabalhadores do HUGG, na qual o Reitor Da Costa nega veementemente qualquer
coisa sobre a “fusão”, chamando-a de “boato” e “fakenews”.
Esse vídeo foi
transmitido ao vivo pelo canal ASUNIRIO TV, em 20 de dez. de 2023.
Assista aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=lRI9bVDwNOk&t=2995s,
especificamente a negação em 1h 17min 30s.
Essa 1ª Audiência
Pública foi exigida pelos trabalhadores do HUGG, face ao que até então
apareciam apenas como um angustiante “boato”. Fora convocada pela ASUNIRIO. Estavam
presentes, da esquerda para a direita, o superintendente da EBSERH Dr. João
Marcelo, a vice-reitora Bruna, o reitor prof. Da Costa, Rodrigo Ribeiro e outra
membra da diretoria da ASUNIRIO, e a Pró-Reitora de Gestão de Pessoas Paola.
Dois dias
depois, em 22/12/23, a reitoria chocaria
a comunidade presente ao divulgar, em nota, que a tal proposta não só não era
boato, como também “vem sendo estudada” por um obscuro “grupo de trabalho”,
desconhecido até pelo Conselho Universitário. A negação foi uma clara
necessidade de desmobilizar e confundir a comunidade universitária, além de
ofendê-la ao relacionar sua angústia com a extrema-direita e suas “fakenews”.
A nota da Reitoria tratava de um encontro com a então Ministra da Saúde Nísia Trindade em pessoa para tratar justamente desse tema (veja aqui: https://www.unirio.br/news/nota-oficial-ministerio-da-saude-unirio-ebserh). Golpear o povo é motivo de alegria:
CAMPANHA PELO PLEBISCITO SOBRE A “FUSÃO” DO HUGG. (Lançamento da campanha)
Segue abaixo o material de lançamento da campanha, produzido pelos conselheiros universitários Maristela (fisioterapeuta) e Caruso (farmacêutico). Confira os vários links nele contidos para mais informações.
CAMPANHA PELO PLEBISCITO SOBRE A “FUSÃO” DO HUGG
Saudações,
trabalhadores! Estamos diante de uma nova batalha! Uma série de falsos
argumentos vem ocupando as conversas sobre o que chamam de “Fusão do HUGG com o
Hospital dos Servidores (HFSE)”. O que está sendo negociado de fato não é uma
fusão, mas a incorporação de um grande hospital da rede federal, o Hospital dos
Servidores, a uma empresa, a EBSERH, utilizando-se da Unirio.
Sejamos
claros: até o momento não houve nenhum debate da Reitoria com os
trabalhadores. Após negarem publicamente
com veemência,
tomamos conhecimento que há mais de um ano, desde antes de dezembro de 2023, a Reitoria
vem mantendo tratativas secretas com o governo e reuniões dissimuladas, a
portas fechadas e, separadamente,
com alguns professores e médicos nos Centros da Saúde da UNIRIO. A questão da
ida da estrutura do HUGG para o HFSE só foi colocada no Conselho Universitário
(CONSUNI) quando nós, conselheiros, levantamos a proposta do “Plebiscito já!”
em 27 de novembro de 2024. Sintomaticamente, a Reitoria se opôs.
Um dos
argumentos para que a empresa tome conta do Hospital dos Servidores, é que “o
prédio do Gafrée é velho e obsoleto”. A
solução seria migrar para o HFSE. Ora, o HUGG foi inaugurado em 1º de novembro
de 1929 e o HFSE em 9 de maio de 1934: 5 anos de diferença!
Não é velhice
ter menos de 100 anos: preferimos chamar isso de patrimônio histórico e
artístico, que devemos proteger. Precisa ser preservado e restaurado. Não há
mistério nisso. A estrutura do HU da Faculdade de Medicina da Universidade de
Paris, o Hôtel-Dieu de Paris é de 1877! Há toda uma ciência de arquitetura e engenharia para lidar com
preservação, adaptação e reabilitação de edifícios históricos.
O HUGG também
seria “pequeno” e não haveria possibilidade de expansão dos serviços. Contudo,
expansão deve e pode ser feita com a construção de
uma nova edificação, não o
simples abandono de outras. Ou até mesmo com a incorporação de novas unidades,
sem a necessidade da participação de uma empresa!
Com a “fusão”,
há a possibilidade de que o HUGG se torne mais um edifício abandonado pelo governo na
cidade do Rio de Janeiro. Ou talvez, um espaço entregue à prefeitura do Rio, para
que o mesmo projeto privatista da esfera municipal se instale na UNIRIO.
Falam de falta
de recursos como a causa de muitos problemas no HUGG e em toda a UNIRIO: será
que a universidade e a EBSERH, que mal dão conta dos 233 leitos, segundo
a UNIRIO, ou 173, segundo a empresa, e na verdade os cerca de
110 leitos, como sabe quem trabalha no hospital, teriam condições de arcar com
450 leitos oficialmente em funcionamento do HFSE?
Arcar com um prédio 4 vezes maior do que aquele que não conseguem administrar?
Alguns
argumentam que o plebiscito deveria ser após um “diagnóstico” de como se daria
a fusão. Ora, após algo é o que se chama referendo.
Para nós, o diagnóstico, ou seja, os pormenores de uma ação, é que devem ser
tratados após uma decisão pela fusão,
ou seja, após um debate e plebiscito.
No entanto, a Reitoria teve a ousadia de seguir com o “diagnóstico”, na forma
de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Ministério da Saúde (MS),
assinando-o em 1º de novembro de 2024, sem passar pelo CONSUNI (!!!). O que
afirmam ser apenas um “diagnóstico” nas audiências públicas já está decidido para o governo e monopólio
da mídia. Isso não é ser democrático!
Os servidores
do HFSE já organizaram o seu plebiscito e 94,9% disseram um firme “não!” para a “fusão” que
certamente criaria um péssimo ambiente de trabalho. Ambiente conflituoso que se somaria ao já existente entre RJU e
celetistas da EBSERH e ao entre os celetistas dela e os seus quarterizados
administrativos (duas empresas contratadas para administração!!!). Além disso, o
provável fechamento de preciosos leitos (atualmente há 18 leitos de CTI no HUGG),
fechamento de enfermarias, e a entrada da empresa ( que já funciona mal nos
hospitais universitários), na rede federal, produzirá sérios danos à
assistência à população. O que precisa ser feito são concursos públicos
estatutários!
A
justificativa para convencer os mais desatentos, às vezes, parece ser razoável.
Tentam ludibriar a comunidade acadêmica, em particular os estudantes e
professores, com vários argumentos que invocam a expansão da oferta de ensino.
Se não houvesse a mentira, ninguém apoiaria!
Lembremos que
a EBSERH é, conforme seu nome indica, de assistência, não de ensino. Uma empresa quer produtividade: bom ensino e
cuidado de qualidade é incompatível com os mandamentos da empresa.
A expansão do
ensino pode ser feita com convênios com outras instituições e
órgãos, como já se dá, via de regra, com a prefeitura e até com o próprio MS,
ou hospitais privados se assim desejarem. Não é necessário entregar um grande
hospital à EBSRH para isso.
Recordemos: a
melhoria e a expansão do ensino e assistência eram a promessa quando do golpe
que impôs a EBSERH no HUGG em 2013. De lá para cá, o número de leitos diminuiu
e várias enfermarias foram fechadas. Dos 320 leitos que já teve em sua fundação, e dos quase 140 de 15 anos atrás,
hoje mal chega aos 110.
Após mais de
10 anos daquelas insidiosas mentiras e promessas de resolver os problemas pelos
quais os próprios gestores eram os responsáveis, eles mesmos vêm com mais uma
“solução”. O que era solução virou o problema a resolver... com um maior ainda.
Notem: é um modus operandi. O enredo
da privatização.
Por isso,
exigimos a avaliação real do contrato com a EBSERH, que se encerra agora em
2025! A reitoria mantém um contrato há 9 anos sem sequer verificar o seu
cumprimento (!).
É evidente que
não é uma fusão com o HUGG. Não é a ida do HUGG para o HFSE. A reitoria esconde
o verdadeiro interessado: a Empresa/Ministério da Saúde. A reitoria está agindo
como um fantoche, um boneco a chancelar este mais novo ataque aos interesses da
população e da comunidade universitária de uma Universidade gratuita, pública e
de qualidade.
Denunciamos
como o mais novo atentado à inteligência, mas que deve ser entendido dentro de
um processo maior de fatiamento, terceirização,
privatização, entrega, dos serviços de saúde do governo federal e das
Universidades Públicas.
NÃO À “FUSÃO”! PLEBISCITO JÁ!
Fora
EBSERH! Abaixo a privatização!
Por
uma Universidade 100% estatal! Pelo concurso100% estatutário!
Conselheira Maristela G. Andrés, fisioterapeuta. Suplente: R. Caruso, farmacêutico
Novo panfleto: ajudem a divulgar!
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