A
única certeza: fechar o Gaffrée aumentará a fila do SISREG
A
proposta de "fusão" de dois hospitais públicos altamente complexos
carece de lógica e representa uma enorme perda para a população do Rio de
Janeiro. Dada a longa lista de espera do Sistema Regulador (SISREG) para
procedimentos cirúrgicos, a unificação de duas unidades hospitalares de
referência implicaria uma diminuição significativa da capacidade de
atendimento, impactando negativamente o acesso da população aos serviços de
saúde. Em vez de uma fusão, o investimento direcionado ao Hospital Federal dos
Funcionários Estaduais (HFSE), por meio da reativação de leitos atualmente
inoperantes, seria uma medida mais eficaz para aumentar e melhorar a oferta de
serviços. A transferência de servidores e a estrutura hospitalar do Hospital
Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG) para o HFSE representa um intercâmbio que
não trará benefícios reais, tanto para os usuários do Sistema Unificado de
Saúde (SUS) quanto para os profissionais da área.
Além
disso, é crucial destacar que setores como maternidade, unidade de terapia
intensiva neonatal (UTI), hemodiálise e oncologia no HUGG foram recentemente
reformados, representando um investimento significativo de recursos públicos.
Transformar o edifício em qualquer outra finalidade que não um hospital
altamente complexo seria um desperdício inaceitável deste investimento. A
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), assim como a
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que administra várias unidades
de saúde, poderiam gerenciar as duas unidades hospitalares separadamente,
otimizando recursos e ampliando a oferta de serviços em vez de reduzi-la.
através da unificação. A melhoria do SUS exige, principalmente, a ampliação da
disponibilidade de leitos e o aumento da oferta de consultas e cirurgias. É
essencial eliminar a fila do SISREG, principalmente em relação ao atendimento
oncológico, cuja natureza emergencial requer agilidade no início do tratamento,
evitando assim o agravamento dos quadros clínicos A redução dos leitos
oncológicos e de terapia intensiva e o fechamento de uma maternidade e de uma
unidade de terapia intensiva neonatal são medidas absolutamente imprudentes.
Raquel
Callado, Técnica de enfermagem do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle.

Um absurdo, interesse do governo e não dá população
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