sábado, 24 de maio de 2025

Balada contra o plebiscito: Uma contribuição poética à luta em defesa do HUGG.

 



Das castas da Costa

(por R. Caruso)

I

Da Costa,

pelas costas,

dá as costas ao povo.

Crendo ter as costas largas

e estando com costas quentes,

pensa que pode zarpar da costa,

encostado em cargos do povo.

De cá, do povo,

não nos acostumemos!

Mesmo que custe muito,

atravessaremos tormentas!

Custe o que custar,

atacaremos da Costa!

Dos mares revoltos,

atracaremos à costa!

II


Se a casta de eminentes,

encastelada em Congregações, Conselhos;

se os doutos, essa casta,

iludem-se no alto de seus castelos;

Ao jogar-nos ao mar,

para cruzar até o novo lugar,

lembrem-se dos conselhos,

Outrora dados, pelo povo,

aos que antes cederam

Aos cantos das sereias:

(Vejam, a que custo!)

Com a promessa de aportar rios de dinheiro,


ornar suas cátedras,

entregaram o simples, mal-tratado,

— “mas é o que temos!”, respondíamos —

entregaram-no inteiro,

e imaginaram-se em belas catedrais.

Saibam que, agora,

daquelas belas, ilusórias,

restou-se caos naquele cais;

saibam que eles ora se assombram,

— com o resto do povo

que outrora os aconselhava—

a divisar o “novo” prometido castelo,

numa fortaleza noutro cais.

Ouvindo da casta com da Costa,

— esses que assim ignoram os lá angustiados—,

o brado “está vazio!”,

se perderão nesse antigo castelo,

Mas que, de fato, está apenas abandonado,

quatro vezes maior que suas sonhadas catedrais!


III

Assustem-se, temam esses amotinados!

Que sabem que não se sentirão fundidos,

apenas diluídos.

Se sentirão perdidos, esquecidos,

Que se juntarão

aos gritos

dos muitos que lá encontrarão,

e a eles se congregarão

também revoltados.


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